
NoUm grupo de ex-guerrilheiros da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO) manifestou profunda insatisfação em relação ao recente Conselho Nacional do partido, realizado a 16 de Outubro, na cidade de Nampula. Para os antigos combatentes, o encontro “foi meramente simbólico” e não trouxe respostas concretas aos problemas internos nem às suas reivindicações.
Segundo os contestatários, o Conselho foi “despido de qualquer valor”, uma vez que não abordou de forma prática as questões ligadas à reintegração social dos ex-combatentes, à falta de transparência na gestão do partido e à necessidade urgente de renovação da liderança.
Os críticos acusam a direcção de Ossufo Momade de manter o partido “num impasse político” e de ignorar as exigências de base para a convocação de um congresso inclusivo e democrático. Alguns ex-guerrilheiros consideram que o Conselho serviu apenas “para legitimar uma direcção desgastada e distante das realidades dos militantes”.
Apesar das críticas, a direcção da RENAMO defende que o encontro representou “um passo importante” para a consolidação da unidade interna e para a preparação das próximas etapas políticas. No entanto, o ambiente dentro do partido continua tenso, com vozes divergentes a pedirem reformas profundas e a saída de Momade da presidência.
O futuro da RENAMO permanece incerto, dividido entre a vontade de renovação e a resistência de uma estrutura que muitos consideram ultrapassada face aos desafios políticos actuais de Moçambique.
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