
O Chefe da Brigada Central da Frelimo na província de Nampula, Filipe Paúnde, veio a público esta quinta-feira (21) esclarecer as acusações que têm sido dirigidas à governadora de Manica, Francisca Tomás, relacionadas com alegada exploração ilegal de ouro por parte dos seus supostos filhos, mesmo após a suspensão total da actividade mineira decretada pelo Presidente do Conselho de Ministros, Agostinho Chapo.
Perante jornalistas, Paúnde foi categórico ao afirmar que a narrativa em torno dos “filhos da governadora” está a ser construída de forma intencional para gerar confusão e envolver a dirigente numa polémica que, segundo ele, não deve ser politizada.
“A governadora não tem filhos. Governadora é uma função. Quem tem filhos é uma cidadã chamada Francisca Tomás. Não misturemos as coisas”, afirmou.
O posicionamento surge após o Jornal Evidências divulgar que dois indivíduos, alegadamente ligados à governante, continuariam a explorar ouro na província de Manica apesar do encerramento das minas. Paúnde sublinhou que a tentativa de associar tais actos à função de governadora é injusta e tem como objectivo “deturpar os factos e manchar a sua imagem”.
Reforçando a distinção entre responsabilidades políticas e relações familiares, Paúnde insistiu que o debate deve centrar-se no cumprimento do decreto em vigor e não em especulações sobre parentescos:
“Quando alguém é ministro, os filhos não são ministros. Ter filhos é uma questão social, não política.”
A controvérsia permanece activa, especialmente após denúncias de que redes locais estariam a continuar actividades de mineração apesar da ordem de suspensão. Até ao momento, a governadora Francisca Tomás não se pronunciou publicamente sobre o assunto. STV / MozToday
