Quénia; Desmantelada rede de tráfico de pessoas da Rússia para à guerra na Ucrânia

A Diretoria de Investigações Criminais (DCI) do Quênia desmantelou uma rede de tráfico humano que recrutava cidadãos com falsas promessas de emprego em Moscou, mas cujo destino final era a linha de frente da guerra da Rússia contra a Ucrânia.
Segundo as autoridades, os aliciadores cobravam entre 12 mil e 17 mil dólares por vistos, passagens e alojamento, garantindo supostos salários elevados na Rússia. Contudo, os recrutas acabavam forçados a integrar o exército russo.
Numa operação recente, os detetives resgataram 21 quenianos e detiveram um suspeito apontado como coordenador do esquema. Foram ainda apreendidos documentos de viagem, cartas de oferta de emprego e contratos que estabeleciam ligações entre duas empresas de recrutamento e a Rússia.
A DCI suspeita que a rede possa ter contado com proteção de figuras influentes no país, o que terá atrasado a sua exposição.
Entre as vítimas está Evans Kibet, que ganhou notoriedade após aparecer num vídeo alegando ser prisioneiro de guerra na Ucrânia. Ele contou ter viajado para a Rússia acreditando que participaria em competições de atletismo, mas foi obrigado a alistar-se no exército russo antes de ser capturado.
As investigações prosseguem para identificar outros envolvidos e potenciais cúmplices locais.
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