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Escândalo dos exames da 9.ª classe desencadeia exigências de demissão da ministra da Educação

A polémica em torno da fuga de exames da 9.ª classe continua a gerar ondas de contestação no sector da Educação. Diversos professores, indignados com a situação, exigem a demissão imediata da ministra da Educação e Cultura e a anulação de todos os exames já realizados no presente ciclo avaliativo.

A tensão aumentou após o porta-voz do Ministério da Educação e Cultura, Silvestre Dava, confirmar publicamente o cancelamento apenas dos exames de Química, Inglês, História e Física — precisamente aqueles cuja violação dos envelopes foi comprovada. As provas estavam previstas para serem realizadas entre ontem e hoje, mas foram imediatamente suspensas por razões de integridade e segurança.

Apesar da decisão do ministério, vários docentes afirmam que a medida é insuficiente. Alegam que a fuga de informação pode ter afectado outras disciplinas e põe em causa a credibilidade de todo o processo de avaliação a nível nacional. Para estes professores, a única forma de restaurar a confiança é a “renovação da liderança” no Ministério da Educação e Cultura e a repetição de todas as provas da 9.ª classe.

Em resposta às críticas, as autoridades têm reiterado que uma investigação interna está em curso para identificar os responsáveis pela violação dos exames. O ministério promete ainda reforçar os mecanismos de segurança, garantindo que situações semelhantes não voltem a ocorrer.

Entretanto, pais e alunos aguardam com ansiedade novas orientações, enquanto o país assiste a um dos maiores escândalos académicos dos últimos anos. O caso continua em actualização.

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