
Maputo — A transportadora aérea Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) está no centro de uma nova polémica, acusada de impor sobretaxas ilegais que, em alguns casos, representam mais de 60% do valor total do bilhete. Segundo apurou a imprensa, a prática, já condenada pela Autoridade Reguladora da Concorrência (ARC), penaliza gravemente os passageiros e alimenta um esquema de cobrança considerado abusivo.
De acordo com informações, mesmo após ordem do então ministro dos Transportes e Comunicações, Janfar Abdulai, para suspender a sobretaxa sobre combustíveis, a LAM ignorou a determinação e manteve a cobrança. A medida já havia sido alvo de queixas ao Instituto de Aviação Civil de Moçambique (IACM), que posteriormente levaram a ARC a investigar e confirmar o abuso de posição dominante.
Fontes indicam que a companhia chegou a mudar de denominação, mas preservou as mesmas práticas, consideradas pelos críticos como “roubo” aos bolsos dos clientes. Apesar da aplicação contínua de taxas e sobretaxas, a LAM não conseguiu atingir viabilidade comercial, acabando por entrar em situação de falência técnica.
O caso reacende o debate sobre a gestão e sustentabilidade da transportadora nacional, bem como sobre a necessidade de maior fiscalização no sector da aviação civil moçambicana. MozToday
