
Nove tripulantes indonésios estão presos nas águas de Moçambique, a bordo do navio Gas Falcon, na região de Beira Anchorage, há quase um ano devido a uma disputa legal envolvendo a proprietária da embarcação, a Gator Shipping.
O caso veio à tona em 15 de janeiro de 2025, quando a Embaixada da Indonésia em Maputo recebeu uma reclamação da tripulação sobre o atraso de três meses nos pagamentos salariais.
A questão salarial foi resolvida em fevereiro, mas a situação escalou novamente em abril, quando os tripulantes pediram para desembarcar devido a novos atrasos nos salários e à falta de suprimentos.
Judha Nugraha, diretora de proteção de cidadãos indonésios no Ministério das Relações Exteriores da Indonésia, explicou em uma declaração no domingo, 17 de agosto, que o processo de desembarque está paralisado.
Os esforços de assinatura permanecem paralisados devido às questões legais do proprietário, que os impedem de cumprir as obrigações legais em Moçambique, afirmou Nugraha.
Além disso, as autoridades moçambicanas exigem que a Gator Shipping providencie uma tripulação de substituição antes que os nove indonésios possam deixar o navio, uma medida de segurança para as rotas de navegação.
Para resolver o impasse, o Ministério das Relações Exteriores e o Ministério dos Transportes da Indonésia entraram em contato com a Pt Ghafieca Samudera, a agência responsável pelo recrutamento da tripulação, para pressionar por uma solução imediata.
Enquanto as negociações prosseguem, a Embaixada da Indonésia em Maputo tem enviado suprimentos para garantir o bem-estar da tripulação.
O Ministério das Relações Exteriores e a Embaixada da Indonésia em Maputo continuam monitorando a situação e mantêm a comunicação com a tripulação, enquanto pressionam por uma resolução rápida ao processo de assinatura e ao cumprimento de seus direitos, concluiu Judha. TTV
