
As autoridades dos Estados Unidos confirmaram vários casos recentes de espionagem que envolvem militares acusados de fornecer informações confidenciais ao governo chinês.
Um dos episódios mais graves ocorreu com o marinheiro da Marinha Jinchao Wei, de 25 anos, que servia no navio USS Essex. Ele foi condenado em agosto de 2025 por ter transmitido, durante 18 meses, manuais técnicos e dados operacionais de sistemas de propulsão, armamento e controlo de danos a um agente de inteligência da China. Em troca, recebeu 12 mil dólares. A sentença será conhecida em dezembro e pode resultar em prisão perpétua.
Outro caso envolve três militares ligados ao Exército norte-americano — Jian Zhao, Li Tian e o ex-soldado Ruoyu Duan — formalmente acusados em março deste ano. Segundo a acusação, eles terão entregue discos rígidos classificados como “Secret” e “Top Secret”, além de informações sobre sistemas como o HIMARS e veículos Bradley e Stryker, recebendo pagamentos superiores a 15 mil dólares.
Já em 2024, o analista de inteligência Korbein Schultz admitiu ter vendido por 42 mil dólares documentos sobre a guerra na Ucrânia, estratégias de defesa em Taiwan e satélites militares, acreditando estar a lidar com um contacto de Hong Kong associado à China.
O Departamento de Justiça norte-americano classifica estes episódios como ameaças sérias à segurança nacional, alertando que os dados comprometidos poderiam afetar a superioridade tecnológica e operacional das Forças Armadas dos EUA. O Pentágono reforçou que considera tais atos uma “traição à pátria” e promete reforçar os mecanismos de proteção de informação sensível.
