
O mais recente avião apresentado pela LAM – Linhas Aéreas de Moçambique como sendo “novo” já começou a dar dores de cabeça. A aeronave, que deveria representar um passo em frente na recuperação da companhia, já sofreu pelo menos três avarias em pleno serviço. Num dos episódios mais recentes, o avião foi forçado a regressar a Maputo quando se dirigia a Tete, devido a problemas técnicos.

Para além das avarias em voo, passageiros registaram imagens do interior do aparelho com painéis soltos e componentes expostos, revelando a estrutura interna do teto, situação que gerou apreensão e críticas quanto à segurança e à real condição da aeronave.
O negócio em torno da aquisição também levanta dúvidas. Oficialmente, a aeronave foi anunciada como tendo custado 5 milhões de dólares. No entanto, informações paralelas apontam que o mesmo aparelho estava a ser comercializado por apenas 1,5 milhões de dólares pela empresa vendedora, o que lança suspeitas sobre possíveis sobrecustos ou irregularidades no processo de compra.
Os incidentes reforçam as críticas já frequentes à gestão da LAM, que nos últimos anos tem enfrentado crises financeiras, redução da frota e múltiplos cancelamentos de voos. Passageiros e analistas questionam a transparência da administração e a real condição dos aviões adquiridos ou alugados.
Enquanto isso, a companhia de bandeira moçambicana continua a lutar para recuperar a confiança dos utentes, mas os episódios de avarias repetidas, a exposição do interior do avião e alegações de má gestão deixam um rasto de incertezas sobre o futuro da LAM.
