
As doenças cardíacas continuam a ser a principal causa de morte a nível mundial, com mais de 9 milhões de óbitos anuais, representando 16% do total, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No entanto, em Moçambique, os acidentes de viação também figuram entre as principais causas de morte, sendo a Estrada Nacional Número Um (EN1) o palco de grande parte destas tragédias.
Em entrevista à TV Sucesso, o especialista em segurança rodoviária, Cassamo Lalá, revelou que pelo menos 30% dos acidentes registados no país resultam da má qualidade da EN1. Segundo o especialista, “os condutores são frequentemente apontados como os principais culpados, mas, na verdade, a responsabilidade deveria recair sobre os dirigentes, que têm a obrigação de garantir a segurança nas estradas”.
Lalá acrescentou ainda que, apesar de o governo cobrar taxas de circulação na EN1, pouco tem sido feito para reduzir os acidentes. “É preciso trazer soluções urgentes, porque esta estrada é verdadeiramente perigosa”, frisou.
Para avaliar a situação, a TV Sucesso deslocou-se até ao distrito da Manhiça, em Maluana, onde, em 2021, um acidente vitimou 32 pessoas. No local, observa-se que, apesar de algumas intervenções recentes, a via continua degradada.
Condutores ouvidos pela nossa equipa confirmaram que a EN1 não oferece condições mínimas de circulação. Apontam ainda o troço entre Xinavane e Manhiça como “o mais crítico e perigoso” devido ao estado lastimável da estrada.
O edil da Manhiça, Alexandre Munguambe, também reconheceu que a EN1 apresenta sérios defeitos estruturais, tornando-se extremamente perigosa e sublinhou que, apesar da situação, muitos condutores continuam a arriscar com manobras imprudentes, o que agrava o risco de acidentes. TV SUCESSO
