
O antigo presidente do Parlamento da Ucrânia, Andriy Parubiy, de 54 anos, foi assassinado a tiros este sábado (30 de agosto), em plena luz do dia, na cidade de Lviv, no oeste do país. O ataque, descrito pelas autoridades como “planeado e meticuloso”, está a chocar a Ucrânia e a comunidade internacional.
Segundo testemunhas, o atirador encontrava-se disfarçado de entregador, envergando capacete preto com detalhes amarelos e transportando uma bolsa térmica usada por serviços de delivery. Após se aproximar da vítima, disparou entre sete e oito vezes antes de fugir numa bicicleta elétrica.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, confirmou a morte de Parubiy através das redes sociais, classificando o ataque como um “assassinato horrendo”. Zelensky garantiu ainda que todas as forças de segurança foram mobilizadas para capturar o responsável.
A polícia local, em coordenação com o Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) e a Procuradoria-Geral, lançou a “Operação Sirene”, destinada a encontrar o autor do crime e eventuais cúmplices.
Parubiy foi uma figura central da política ucraniana na última década. Nacionalista e pró-europeu, desempenhou papel importante durante a Revolução da Dignidade (2014) e liderou a Verkhovna Rada, o Parlamento ucraniano, entre 2016 e 2019.
Embora as autoridades ainda não tenham apontado oficialmente os motivos do ataque, analistas sugerem que o homicídio poderá ter ligações a interesses externos, numa altura em que a Ucrânia continua mergulhada na guerra contra a Rússia.
O assassinato ocorre num momento de elevada tensão no país, levantando questões sobre segurança interna e a possibilidade de operações de desestabilização política.
