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Cada mala de droga rende 3 milhões a fiscais no Aeroporto de Maputo

A TV Sucesso apurou, esta semana, que cada mala contendo droga que passa sem ser fiscalizada no Aeroporto Internacional de Maputo pode render até 3 milhões de meticais. O valor, segundo as investigações, era partilhado entre os 16 funcionários actualmente detidos por facilitarem a passagem do narcotráfico, o que corresponde a cerca de 190 mil meticais por cada um.

Casos semelhantes têm sido registados nos últimos anos. Dados recolhidos indicam que, entre 2010 e 2016, Moçambique foi rota para o tráfico de pelo menos 797 quilos de cornos de rinoceronte, avaliados em 5 mil milhões de meticais, destinados ao mercado asiático. Este esquema teria contado com a participação de agentes da Autoridade Tributária, da Polícia da República de Moçambique (PRM) e das Alfândegas.

Em 2024, o Aeroporto de Mavalane voltou a estar no centro de polémicas, quando foram apreendidas 1,5 toneladas de cocaína dissimuladas em caixas de doces provenientes do Brasil. No acto de recolha da carga, foram detidos três funcionários da Autoridade Tributária e um funcionário da empresa HMS, suspeitos de facilitar a entrada da droga.

Até à data, as autoridades moçambicanas instauraram 1.252 processos-crime relacionados com tráfico e consumo de estupefacientes.

Mais recentemente, no passado 27 de Agosto de 2025, uma mala com droga desapareceu de forma misteriosa no Aeroporto Internacional de Maputo. A bagagem pertencia a uma cidadã brasileira, posteriormente detida após alerta da Interpol. A investigação revelou que o carregamento teria como destino o bairro de Inhagóa, na capital moçambicana. TV SUCESSO

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