
A União Europeia (UE) não poderá, para já, fornecer armamento letal a Moçambique para apoiar a luta contra o terrorismo em Cabo Delgado, província no extremo norte do país.
O bloco europeu tem reforçado a cooperação com Maputo através da Missão de Treino Militar da UE (EUTM Moçambique) e do European Peace Facility (EPF), mas os apoios têm sido limitados a equipamento não letal, como veículos, ambulâncias, hospitais de campanha, drones de observação, coletes à prova de bala e capacetes.
Segundo fontes comunitárias, a legislação europeia em matéria de exportação de armas impõe restrições e exige consenso político entre os Estados-membros para qualquer fornecimento de material bélico letal. Até ao momento, essa decisão não foi alcançada.
Analistas recordam que, embora o EPF permita financiar equipamento militar, a prioridade da União Europeia tem sido apoiar Moçambique no treino das Forças de Defesa e Segurança (FDS) e na logística de combate, evitando riscos de desvio de armamento ou impacto humanitário.
A insurgência em Cabo Delgado, ativa desde 2017, já provocou milhares de mortos e deslocados. Apesar da presença de tropas da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) e do Ruanda, a região continua a registar ataques esporádicos de grupos armados ligados ao extremismo islâmico. Continue lendo
