
Moçambique regista uma das taxas de suicídio mais elevadas do continente africano, com cerca de 17 em cada 100 mil habitantes a perderem a vida, todos os anos, por esta causa.
Entre os fatores que alimentam o fenómeno estão a pobreza, o desemprego, o consumo abusivo de álcool, os conflitos familiares e a falta de acesso a serviços de saúde mental. Recentemente, especialistas têm ainda chamado a atenção para o papel dos jogos de azar online, como o popular “Aviator”, que têm levado muitos jovens ao endividamento e ao desespero, funcionando como gatilho para situações extremas.
A ausência de uma estratégia nacional robusta de prevenção e a escassez de psicólogos e psiquiatras no sistema público de saúde agravam o cenário. Em várias províncias, sobretudo nas zonas rurais, não existem serviços especializados capazes de dar resposta a quem procura ajuda.
Organizações da sociedade civil e a Organização Mundial da Saúde têm defendido campanhas de sensibilização, linhas de apoio psicológico e maior fiscalização do setor do jogo, para travar um problema de saúde pública que continua a destruir famílias e comunidades em silêncio. Continue lendo
