
As autoridades da Tanzânia decretaram, na noite de terça-feira (29), um toque de recolher na cidade de Dar es Salaam, na sequência de confrontos registados após as eleições presidenciais de 29 de outubro. A medida visa, segundo o governo, “restaurar a ordem e garantir a segurança pública” num momento de crescente tensão política.
De acordo com informações confirmadas por várias agências internacionais, manifestantes saíram às ruas em protesto contra o que consideram um processo eleitoral injusto, marcado pela exclusão de figuras-chave da oposição. A polícia e as forças militares foram destacadas para dispersar as multidões, e há relatos de detenções em diferentes pontos da capital económica.
Durante o período de votação, registaram-se também interrupções no acesso à internet, o que gerou críticas de grupos de direitos humanos e observadores internacionais, que acusam as autoridades de tentar limitar o fluxo de informação.
A presidente Samia Suluhu Hassan, candidata à reeleição, é apontada como favorita, mas a oposição e organizações da sociedade civil afirmam que o pleito foi conduzido de forma desigual e sem transparência.
O toque de recolher foi imposto a partir das 18h locais, com as forças de segurança a patrulhar as principais avenidas e bairros de Dar es Salaam. Até ao momento, o governo não divulgou dados oficiais sobre feridos ou mortos nos confrontos.
Observadores regionais pedem calma e exortam as autoridades tanzanianas a garantirem um processo eleitoral justo e transparente, sublinhando que a estabilidade do país depende do respeito pela vontade popular. Continue lendo
