Madagáscar: Presidência Denuncia Tentativa de Tomada Ilegal de Poder Após Militares Juntarem-se aos Protestos

A Presidência de Madagáscar denunciou neste domingo, 12 de outubro de 2025, uma “tentativa ilegal e coerciva de tomada de poder”, após relatos de que alguns militares da unidade de elite CAPSAT se juntaram às manifestações antigovernamentais que decorrem desde setembro.
Reuters
Num comunicado divulgado à imprensa, o governo não apresentou detalhes concretos sobre o alegado golpe, mas garantiu que as forças leais ao Presidente Andry Rajoelina continuam a controlar a situação.
Os protestos começaram a 25 de setembro, inicialmente motivados por cortes prolongados de água e energia, mas rapidamente evoluíram para exigências políticas que incluem a demissão do presidente e reformas profundas na administração pública.
No sábado, 11 de outubro, soldados da CAPSAT — uma unidade militar considerada próxima do poder — marcharam lado a lado com manifestantes na capital, Antananarivo. O gesto foi interpretado como um sinal de ruptura interna nas forças armadas, aumentando o clima de tensão no país.
O recém-nomeado primeiro-ministro, Ruphin Fortunat Zafisambo, apelou à calma e ao diálogo, afirmando que “a prioridade nacional deve ser a unidade e a estabilidade”.
Analistas alertam, contudo, que a linha entre protesto militarizado e golpe de Estado pode ser ténue, e que a falta de informações oficiais claras alimenta a incerteza.
Neste momento, a situação permanece altamente volátil, com receios de escalada da violência e de ruptura institucional.
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