Cabo Delgado e Nampula: Terrorismo força fuga de cerca de 40 mil pessoas em apenas 15 dias

A intensificação dos ataques terroristas nas províncias de Cabo Delgado e Nampula, no norte de Moçambique, provocou a fuga de aproximadamente 40 mil pessoas nas últimas duas semanas, segundo dados preliminares de organizações humanitárias que operam na região.
As populações afectadas, maioritariamente mulheres e crianças, estão a abandonar as suas aldeias em busca de segurança em zonas mais estáveis, nomeadamente nos distritos de Metuge, Montepuez e Nacala-Porto. Muitos dos deslocados relatam ataques repentinos, raptos e destruição de habitações, escolas e centros de saúde.
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De acordo com fontes locais, os mais recentes ataques ocorreram nos distritos de Macomia, Mocímboa da Praia, Chiúre e Eráti, áreas onde a presença de grupos armados tem vindo a aumentar. A situação humanitária agrava-se, com milhares de pessoas a viver em condições precárias, sem abrigo adequado, alimentação suficiente ou acesso a cuidados médicos.
As autoridades moçambicanas, em coordenação com parceiros internacionais, afirmam estar a reforçar as operações de segurança e a assistência humanitária, embora admitam que os desafios continuam a ser enormes.
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O conflito em Cabo Delgado, que já dura há mais de seis anos, tem provocado uma das maiores crises humanitárias de Moçambique, com mais de um milhão de deslocados internos desde o início da insurgência em 2017.


