Os Rumores Fazem Sentido: A Sombra da Prisão Sobre Venâncio Mondlane

Os rumores segundo os quais existe um plano para prender Venâncio Mondlane até fazem sentido. Por isso, recentemente, o Chapo apressou-se a declarar publicamente que “não havia acordo nenhum” — talvez para evitar ser mais tarde acusado de traição.

Se, de facto, existe intenção de prender Venâncio, então seria impossível manter o discurso de um “diálogo saudável” em curso. O mais coerente, nesse contexto, é mesmo manter distância e marcar a separação ideológica.

É por isso que, nos últimos dias, o Presidente da República — mesmo em visitas a instituições como escolas primárias — começou a usar os seus discursos para lançar recados. Referia-se, repetidamente, a “alguém que provocou manifestações violentas pós-eleitorais”. Para muitos, pode ter passado despercebido. Mas para os mais atentos, essas palavras são o prenúncio das dores.

Presume-se que, esta tarde ou noite, o capítulo da nossa história pode ganhar uma nova página — menos coesa, marcada por sinais claros de um regime separatista, cada vez mais fechado, cada vez mais cruel.

Não é coincidência que, na sua recente visita a Portugal, o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa não tenha cruzado caminhos com Venâncio Mondlane — um homem que tem defendido, com firmeza, a democracia e os direitos humanos.

Mas na política, a guerra é feita de narrativas. E essas narrativas dividem até irmãos.
Uns podem viajar sem impedimentos. Outros são travados nos aeroportos.
Uns perdem empregos. Outros ganham cargos e viaturas.
Uns são pagos para distrair um povo que, por natureza, já é distraído.
Uns vencem as eleições. Outros recebem o poder para governar.

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