
Maputo, 17 de Agosto de 2025 – A aeronave Q400, matrícula C9-AUV, que a Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) anunciou recentemente ter adquirido, aterrou na noite deste sábado (16.08) no Aeroporto Internacional de Maputo em circunstâncias que fontes descrevem como “às escondidas”.
O aparelho não é desconhecido: já operava anteriormente na frota da LAM, através de contrato de aluguer. A companhia havia prometido convidar jornalistas para testemunhar a chegada do avião, mas tal não aconteceu, levantando ainda mais suspeitas sobre o processo.
De acordo com informações recolhidas, a transacção está envolta em polémica devido a indícios de sobrefacturação. Fala-se de um valor de compra na ordem dos 6,5 milhões de dólares norte-americanos, quando, segundo técnicos do sector, o mesmo aparelho poderia custar cerca de 1,5 milhão.
Embora a LAM tenha divulgado que se tratava de uma aeronave semi-nova, técnicos de manutenção consultados apontam o contrário: o avião é considerado antigo e apresenta fragilidades que, segundo eles, “não inspiram confiança em matéria de segurança”.
Fontes internas referem que o Presidente da República tem estado entre os principais defensores da estabilização da companhia aérea nacional. No entanto, alertam que relatórios manipulados podem estar a comprometer a real percepção da situação e, consequentemente, as decisões estratégicas em torno da transportadora.
Analistas sublinham que a verdadeira reestruturação da LAM exige não apenas apoio político e institucional, mas também um esforço coletivo de denúncia de actos de gestão considerados desviantes.
Informação com Romeu Carlos