
Maputo – Um novo avião da Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) tem gerado uma combinação rara de preocupação técnica e mistério administrativo. Desde a sua entrada em operação, a aeronave apresentou falhas consecutivas, incluindo problemas no trem de aterragem, falhas no sistema de navegação e regressos forçados a Maputo durante voos.
O episódio ganha contornos ainda mais insólitos devido à polémica sobre a sua aquisição. A LAM nega ter adquirido a aeronave com recursos próprios, afirmando que a compra teria sido feita pelo governo. Por outro lado, o Executivo também nega qualquer responsabilidade na aquisição, criando um cenário inédito em que um avião surge nos parques do aeroporto sem que haja confirmação oficial sobre quem o comprou ou autorizou a sua entrada na frota.
Além disso, sabe-se que o avião já havia sido utilizado anteriormente pelos mesmos operadores ou acionistas, levantando dúvidas sobre os valores pagos e a real necessidade da aquisição. Passageiros e especialistas manifestam preocupação com a segurança da operação, enquanto o setor aéreo alerta para riscos legais e administrativos decorrentes desta situação.
A LAM ainda não anunciou medidas para solucionar as falhas técnicas nem esclareceu oficialmente a origem do avião, mantendo o mistério sobre este episódio que desafia a normalidade da aviação comercial no país.
