
Goiânia, 21 de setembro de 2025 — Cientistas da Universidade Federal de Goiás (UFG) estão revolucionando a detecção precoce de câncer com uma técnica inovadora que utiliza a cera de ouvido, conhecida como cerúmen, como ferramenta de diagnóstico. A pesquisa, conduzida pelo doutorando João Marcos Gonçalves Barbosa e orientada pelo professor Nelson Roberto Antoniosi Filho, tem mostrado resultados promissores, identificando alterações metabólicas antes mesmo do surgimento de tumores detectáveis por exames convencionais.
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O método, denominado Cerumenograma, analisa compostos químicos presentes na cera de ouvido que refletem o metabolismo do corpo humano. Alterações nesses compostos podem indicar a presença de câncer, permitindo um diagnóstico precoce e potencialmente aumentando as chances de tratamento eficaz.
Segundo os pesquisadores, o estudo envolveu 751 voluntários, incluindo 220 pessoas sem diagnóstico prévio. O exame conseguiu identificar alterações na cera que posteriormente foram confirmadas como sinais de câncer por exames tradicionais. Além do câncer, a técnica também demonstrou potencial para monitorar doenças metabólicas, como a diabetes, e acompanhar a remissão de tumores.
A coleta da cera de ouvido é simples, indolor e de baixo custo, o que torna o Cerumenograma uma alternativa viável para rastreamento em larga escala, especialmente em países em desenvolvimento. Os pesquisadores aguardam a validação da técnica pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) para futura implementação no Sistema Único de Saúde (SUS).
Este avanço coloca a UFG na vanguarda da medicina preventiva, oferecendo uma ferramenta acessível e eficaz para detecção precoce de câncer, que pode salvar vidas e reduzir custos com tratamentos avançados. Continue lendo