
O académico e analista político Julião Cumbane advertiu que a FRELIMO, ainda no poder em Moçambique, deve compreender que os cidadãos “já têm consciência clara do tipo de nação que aspiram ser no contexto global”.
Segundo Cumbane, os moçambicanos não desejam imitar modelos estrangeiros, mas sim afirmar-se pela sua singularidade e pelas suas próprias capacidades. Nesse sentido, considera que o governo do Presidente Daniel Chapo precisa “acelerar as mudanças estruturais indispensáveis à renovação da esperança popular no partido”.
O analista sublinhou que, sem coragem para desmantelar os cartéis que travam o progresso nacional — estruturas que, segundo ele, floresceram nos mandatos anteriores à exceção de Samora Machel — o actual chefe de Estado poderá ser responsabilizado pela história “por ter facilitado a queda da FRELIMO e o descalabro do projecto de independência total e completa de Moçambique”.
Conselho Constitucional fortalece domínio da FRELIMO sobre o estado
Freed Jossias criticado por comparar Venâncio Mondlane a Banana por Talento
Menina dada como morta reaparece após 15 dias enquanto o marido foi detido e torturado
