
As deslocações internacionais do Presidente da República, Daniel Chapo, continuam a suscitar murmúrios e debates internos, depois de se confirmar que o Chefe de Estado viajou recentemente para Nova Iorque acompanhado por uma comitiva de 98 pessoas.
Segundo informações veiculadas pela imprensa, a viagem custou ao erário público mais de 40 milhões de meticais, valor que reacendeu críticas sobre os gastos do Governo em tempos de dificuldades económicas para a maioria da população.
Fontes indicam ainda que, em apenas oito meses de mandato, o Presidente Chapo já passou 40 dias fora do país, em diferentes missões oficiais, facto que levanta questionamentos sobre o equilíbrio entre a diplomacia externa e a governação interna.
Embora os assessores da Presidência defendam que as viagens visam reforçar a imagem de Moçambique no mundo e atrair investimentos, analistas políticos e sectores da sociedade civil alertam para a necessidade de maior contenção e transparência nos custos, sobretudo quando envolvem recursos públicos de grande dimensão.
A deslocação a Nova Iorque foi enquadrada na participação de Moçambique na Assembleia-Geral das Nações Unidas. Ainda assim, o tamanho da comitiva e o valor gasto estão no centro da polémica.
O debate promete intensificar-se no Parlamento se os deputados levar a polémica para lá e nos círculos de opinião pública já se intensifica nas redes sociais, onde cresce a pressão para que a Presidência revele critérios claros na composição das delegações e justifique os custos associados.
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