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Mulher norte-americana viaja ao Afeganistão e revela dura realidade das mulheres sob a lei Sharia

Kabul, 10 de outubro de 2025 — Uma mulher norte-americana viajou recentemente ao Afeganistão para investigar, de forma independente, as condições de vida das mulheres sob o regime talibã. O seu testemunho, partilhado nas redes sociais, oferece um retrato sombrio e preocupante da realidade feminina no país.



“Queria compreender por mim mesma se os direitos das mulheres no Afeganistão são realmente tão maus em 2025. E o que encontrei foi pior do que imaginava”, contou.

Durante a sua estadia, a norte-americana documentou cinco proibições que continuam a marcar o quotidiano das mulheres afegãs:

1. Proibição de aparecer ou falar nos meios de comunicação. Mulheres estão impedidas de trabalhar ou participar em programas de televisão, rádio ou jornalismo.
2. Proibição de frequentar mesquitas. Segundo as regras impostas, as mulheres devem rezar apenas em casa.
3. Educação interrompida após o sexto ano. O acesso ao ensino secundário e superior continua vedado às raparigas.
4. Proibição de frequentar parques e praticar exercício físico. As mulheres estão privadas de grande parte dos espaços públicos e atividades ao ar livre.
5. Regras rígidas em restaurantes. Elas só podem comer em áreas separadas dos homens.

A viajante concluiu a sua experiência com uma reflexão contundente: “Sim, os direitos das mulheres no Afeganistão em 2025 são realmente tão maus. E o único erro maior do que viver assim é ficarmos em silêncio.”

Desde que o Talibã retomou o poder em 2021, as restrições impostas às mulheres têm-se agravado, levando a comunidade internacional a classificar a situação como “apartheid de género”. Ainda assim, o regime insiste que as suas medidas seguem “valores islâmicos e tradições locais”.

Enquanto isso, ativistas afegãs, tanto no país como no exílio, continuam a lutar para que o mundo não esqueça as mulheres que vivem sob o controlo do Talibã.

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