
Lima, 10 de outubro de 2025 — O Congresso do Peru aprovou esta sexta-feira a destituição da presidente Dina Boluarte, pondo fim a um mandato marcado por protestos, denúncias de corrupção e uma crescente crise de segurança pública. A decisão foi tomada por 124 votos a favor, número superior ao exigido pela Constituição peruana para declarar a “incapacidade moral permanente” da chefe de Estado.
Boluarte, que não compareceu ao plenário para apresentar a sua defesa, foi acusada de negligenciar o combate à criminalidade e de envolvimento em irregularidades administrativas, num contexto de forte desgaste político. O Parlamento justificou a destituição com base na alegada “perda total de legitimidade moral e política” da mandatária.
Após a votação, o presidente do Congresso, José Jerí, assumiu o cargo de presidente interino do Peru, devendo liderar o país até às próximas eleições gerais, previstas para 2026.
A destituição de Boluarte marca mais um capítulo de instabilidade política no Peru, que já viu seis presidentes afastados ou renunciarem desde 2018. Dina Boluarte, que assumiu o poder em dezembro de 2022 após a queda de Pedro Castillo, torna-se assim a segunda mulher a ocupar e perder o cargo presidencial na história peruana.
Analistas locais alertam que a crise poderá agravar-se, uma vez que grupos leais a Boluarte prometem manifestações em várias regiões do país.
“O Peru vive um ciclo de instabilidade institucional sem precedentes”, afirmou o politólogo Fernando Tuesta à rádio RPP. “As destituições tornaram-se parte do jogo político, o que mina a confiança dos cidadãos nas instituições.”
O governo interino deverá agora nomear um novo gabinete e tentar restaurar a ordem pública, num país onde a criminalidade e a desconfiança política dominam o cenário nacional.
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