Mudança na Saúde: médicos voltam ao atendimento, gestores assumem administração

O Ministro da Saúde anunciou uma série de medidas para responder aos desafios de gestão que o sector enfrenta, destacando como prioridade a substituição gradual de médicos por gestores profissionais nas direcções nacionais, provinciais, distritais e hospitalares.
Segundo o governante, a decisão surge da constatação de que muitos clínicos, ao assumirem cargos de direcção, acabam afastados da prática médica e nem sempre possuem a preparação técnica adequada para lidar com a complexidade administrativa, financeira e logística que o sistema de saúde exige.
Hussene Hilário Isse entende que tem excelentes médicos que devem estar a salvar vidas nos hospitais, mas quando são colocados na gestão, muitas vezes perdem a sua vocação e ainda enfrentam dificuldades porque não têm formação em administração pública, gestão de recursos humanos ou finanças.
A proposta prevê a introdução de gestores de carreira, com formação específica em administração hospitalar e gestão de saúde pública, para reforçar a capacidade organizacional do sector. O objectivo é garantir maior eficiência no uso dos recursos, melhor planificação estratégica e maior transparência na execução orçamental.
O Ministro assegurou que a medida não significa afastamento dos médicos das decisões de saúde. Pelo contrário, os clínicos continuarão a desempenhar um papel central na definição das políticas sanitárias e na supervisão técnica. “O que muda é que a componente de gestão será entregue a profissionais preparados para tal, enquanto os médicos terão mais tempo e condições para se dedicar àquilo que fazem melhor: cuidar dos pacientes”, explicou.
O Ministério garante que haverá uma fase de transição cuidadosa, com formação mista e diálogo permanente entre médicos e gestores, para evitar rupturas e assegurar que a mudança contribua efectivamente para melhorar os serviços prestados à população.
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