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Falta de eletricidade no Hospital Provincial de Xai-Xai põe em risco a segurança dos pacientes.

Um bébe de 5 meses esteve em risco de perder a vida devido à  falta de corrente eléctrica no Hospital Provincial de Xai-Xai. A situação, que teve a duração de seis horas, colocou dezenas de doentes em pânico neste domingo.

A Direcção do hospital diz que o problema deveu-se à avaria do gerador central há dois meses e que ainda não há datas para a sua reposição.

É à luz de lanternas de telemóveis que os profissionais de Saúde trabalharam das 5 horas até quase 11 horas, deste Domingo, na maior unidade hospitalar da província de Gaza. “Estamos a trabalhar mal desde a madrugada, não temos outra saída com esta situação de falta de energia”, confirmou um técnico de Saúde.

Por volta das 6 horas, uma mulher de 35 anos de idade deu entrada nos serviços de urgência do hospital provincial de Xai-Xai, e trazia aos braços o seu filho de apenas 5 meses, acometido por um quadro agravado de evaginação intestinal. “Entristece-me bastante. Regista aumento da temperatura corporal, dores de estômago e defeca sangue, peço solução, ou mesmo a reposição da energia para que possam intervir e salvar a vida do meu filho”, disse Cecília Balane.

A crise exigia uma intervenção cirúrgica urgente, mas devido à falta de corrente, não foi possível o que deixou os pais do menor em desespero. Mário Timane questionou a ausência de uma intervenção rápida por parte das autoridades do hospital para salvaguardar a vida do seu filho  face ao apagão que perdurou por seis horas.

“O meu filho precisa de uma intervenção cirúrgica, entretanto, tem de ser transferido para Maputo devido à falta de energia”, lamentou.

O médico clínico, Manuel Inácio explicou que a menor teve “dois episódios de vômito e diarreia com sangue. Precisava de uma operação de urgência, mas que a nossa unidade sanitária, o nosso hospital, não poderia oferecer. Não tinha condição de ser operário. Por falta de corrente. E era corte geral”.

Com o hospital totalmente às escuras, o pânico tomou conta do ambiente e de todos doentes que procuravam por atendimento, de tanto aguardar, alguns cederam ao cansaço buscando conforto no chão frio. Imagens captadas mostram momentos em que os profissionais de Saúde tentavam controlar a situação.

“No dia de ontem, 12, 10 doentes ficaram a espera de atendimento. Por critério de urgência, os doentes não tinham. Poderiam esperar. Não tinha que ter urgência. A corrente elétrica apareceu por volta das 10h43, se a memória não me falha” acrescentou.

“Temos tido vários cortes, mas é uma sessão inevitável.Há dois meses, simplesmente, o nosso gerador não está a funcionar por conta desta TS. A situação é do conhecimento do Ministério de Saúde, a obra Construções, o Serviço Provincial de Saúde, e estamos aguardando mesmo a reposição. Porque este instalado já não pode funcionar”, disse a administradora do hospital.

Elisa Fuel diz que para já não há dinheiro para resolver o problema e garantir a funcionalidade hospitalar perante cortes de corrente eléctrica tal como sucedeu neste domingo.

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