Professor condenado a dois anos de prisão por ditar respostas durante exame em Inhambane

Emílio Cumbana, diretor pedagógico da Escola Secundária de Muele, na província de Inhambane, foi condenado a dois anos de prisão e ao pagamento de uma multa diária de 500 meticais durante 12 meses, após ter sido filmado a ditar respostas de um exame a alunos, num vídeo que se tornou viral nas redes sociais no ano passado.
O caso, que gerou ampla polémica e indignação pública, levantou sérias questões sobre a integridade do sistema de avaliação nas escolas moçambicanas. No vídeo, Cumbana é visto a fornecer as respostas do exame oralmente aos estudantes, enquanto estes escreviam, o que foi considerado uma violação grave dos princípios pedagógicos e éticos da função docente.
A sentença foi proferida pelo Tribunal Judicial da Cidade de Inhambane, que considerou o réu culpado de violação das normas do sistema de ensino e de abuso de confiança no exercício das suas funções como educador.
Apesar da pena de prisão, a defesa de Cumbana poderá ainda recorrer da decisão. Entretanto, o Ministério da Educação já havia suspendido o professor preventivamente, aguardando o desfecho do processo judicial.
Este caso reacende o debate sobre a qualidade da educação em Moçambique e os mecanismos de controlo e responsabilização dos profissionais do ensino.



Publicar comentário