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Protestos violentos em Tbilisi: manifestantes tentam invadir palácio presidencial da Geórgia

Tbilisi, Geórgia — A capital georgiana viveu horas de tensão no sábado (4), depois de centenas de manifestantes tentarem invadir o palácio presidencial, num protesto contra o governo liderado pelo partido Sonho Georgiano. A polícia respondeu com jatos de água e gás pimenta para dispersar os grupos que se aproximavam da sede presidencial.

As manifestações eclodiram após as eleições municipais, marcadas por alegações de fraude e boicote da oposição. Segundo as autoridades, pelo menos 21 agentes da polícia e seis manifestantes ficaram feridos durante os confrontos. Cinco pessoas foram detidas, acusadas de incitar a queda do governo e de planear “alterações violentas à ordem constitucional”.

O primeiro-ministro Irakli Kobakhidze acusou “forças estrangeiras” de estarem por detrás dos distúrbios e denunciou uma “tentativa de golpe disfarçada de protesto cívico”. Sem citar nomes, Kobakhidze falou numa “mão invisível” interessada em desestabilizar a Geórgia devido à aproximação do país à Rússia e à China.

A União Europeia rejeitou as acusações e apelou ao respeito pela liberdade de expressão e de manifestação pacífica. A ex-presidente Salomé Zourabichvili sugeriu, entretanto, que a suposta invasão poderia ter sido “encenada” para justificar uma repressão política mais dura contra os críticos do regime.

Nos últimos meses, o governo do Sonho Georgiano tem sido alvo de críticas por alegadamente afastar o país da rota europeia e adotar políticas mais alinhadas com Moscovo. O Executivo nega tais acusações, afirmando que apenas procura uma política externa “equilibrada”.

Enquanto a tensão aumenta em Tbilisi, organizações internacionais apelam à contenção e à investigação independente dos incidentes. A situação permanece em desenvolvimento.

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