
As tropas ruandesas destacadas em Cabo Delgado, no norte de Moçambique, não têm ainda data definida para abandonar o país, confirmou o Presidente da República, Daniel Chapo. Segundo o chefe de Estado, a presença militar do Ruanda continuará “pelo tempo que for necessário” para garantir a segurança e a estabilidade da região, fortemente abalada por ataques de grupos insurgentes desde 2017.
Evidências
Fontes oficiais indicam que a retirada das forças só deverá acontecer após a conclusão dos grandes projetos de exploração de gás natural, conduzidos pela TotalEnergies e Exxon Mobil na península de Afungi, distrito de Palma. Esses empreendimentos — avaliados em milhares de milhões de dólares — são considerados estratégicos para a recuperação económica de Moçambique e para o fornecimento global de energia.
Estima-se que as obras principais desses megaprojetos possam prolongar-se até 2029 ou 2030, o que significa que a presença militar ruandesa poderá estender-se por mais alguns anos.
O contingente do Ruanda chegou a Moçambique em julho de 2021, no auge da insurgência, para apoiar as Forças de Defesa e Segurança moçambicanas no combate ao terrorismo. Desde então, a missão ruandesa tem sido amplamente elogiada pela sua eficácia em recuperar zonas anteriormente controladas por grupos armados, nomeadamente Mocímboa da Praia e Palma.
Apesar dos avanços, várias comunidades continuam a enfrentar insegurança e deslocações forçadas, razão pela qual o governo moçambicano insiste que a saída das tropas estrangeiras só ocorrerá quando a paz e o desenvolvimento estiverem assegurados de forma sustentável.
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