Augusto Paulino defende “encerramento simbólico” do país para repensar o sistema político

O antigo Procurador-Geral da República, Augusto Paulino, afirmou esta terça-feira que se Moçambique fosse uma empresa, deveria ser encerrada por 30 dias para fazer um balanço profundo da sua gestão.
A declaração foi feita durante uma intervenção pública em que o magistrado recorreu a uma metáfora para ilustrar o estado crítico da corrupção e da governação no país.
Segundo Paulino, Moçambique precisa de um “exame de consciência nacional” e de uma reforma estrutural do sistema político, capaz de restaurar a confiança dos cidadãos nas instituições.
“Se o país fosse uma empresa, eu proporia o seu encerramento temporário, para avaliarmos onde errámos, quem falhou e como podemos recomeçar com seriedade”, afirmou o juiz.
Augusto Paulino, que dirigiu a Procuradoria-Geral da República entre 2007 e 2014, é conhecido pelas suas posições críticas sobre a corrupção e a impunidade. O antigo magistrado tem defendido reiteradamente a necessidade de independência das instituições e de uma gestão transparente dos recursos públicos.
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