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Histórico: Paciente em Luanda operado à distância com robô controlado a 11 mil quilómetros

Pela primeira vez em África, uma cirurgia robótica foi realizada com sucesso à distância, ligando Luanda, em Angola, à cidade de Orlando, nos Estados Unidos. O procedimento, considerado histórico, envolveu a remoção da próstata de um paciente com cancro, com o robô cirúrgico a ser controlado por um especialista a mais de 11 mil quilómetros de distância.

A cirurgia decorreu no Hospital Complexo Cardeal Dom Alexandre do Nascimento, na capital angolana, e foi conduzida pelo reputado urologista Dr. Vipul Patel, que, a partir do AdventHealth Global Robotics Institute, nos EUA, manobrou remotamente o sistema robótico de alta precisão. Do outro lado do mundo, uma equipa médica angolana deu apoio no terreno, assegurando a coordenação do procedimento.

A cirurgia mais longa do mundo em modo remoto
O paciente, um homem de 67 anos diagnosticado com cancro da próstata, foi submetido a uma prostatectomia robótica — uma intervenção minimamente invasiva que remove a glândula prostática. A cirurgia durou cerca de quatro horas e decorreu sem quaisquer complicações. Segundo fontes médicas, o doente encontra-se estável e a recuperar bem.

Trata-se da cirurgia robótica remota mais longa alguma vez realizada no mundo, estabelecendo um novo marco para a medicina global. O sistema registou uma latência inferior a 6 milissegundos, permitindo ao cirurgião controlar o robô em tempo real, com extrema precisão.

Robótica e telemedicina ao serviço de África
O feito foi possível graças à tecnologia cirúrgica Toumai® da MedBot®, combinada com um sistema avançado de telecomunicações e segurança digital. A operação foi viabilizada por uma parceria internacional entre centros médicos norte-americanos e instituições de saúde angolanas.

O Ministério da Saúde de Angola considera a operação um marco “sem precedentes” e sublinha que o país “entra numa nova era” na prestação de cuidados de saúde especializados. “É uma revolução que pode mudar o panorama da medicina em África”, referiu um responsável da unidade hospitalar onde decorreu o procedimento.

Esperança para países com poucos especialistas
Num continente onde muitos países enfrentam falta de cirurgiões altamente especializados, esta cirurgia abre caminho a um novo modelo de cooperação médica: médicos experientes de qualquer parte do mundo poderão, a partir de agora, realizar intervenções à distância em países com sistemas de saúde menos desenvolvidos — sem que os pacientes tenham de sair dos seus territórios.

A comunidade médica internacional aplaudiu o acontecimento. A agência Associated Press e vários meios internacionais destacaram o caso como um “salto tecnológico notável” e um exemplo do potencial transformador da telesurgery, especialmente em regiões remotas ou carenciadas.

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