
Divergentes relatos cercam a morte de João Machegane, mais conhecido nos meios operativos como “Mosquito”, presumível agente do Serviço Nacional de Investigação Criminal, abatido na passada terça-feira no bairro de Ndlavela, nos arredores de Matola.
Fontes indicam que “Mosquito” terá feito numerosos inimigos, desde vendedores de telefones no mercado Estrela e traficantes de droga até alguns colegas da Polícia. A sua conduta, segundo relatos, era marcada pelo atropelo das normas de conduta de um agente da PRM, não temendo ninguém. Essa postura terá motivado a sua transferência de Tete para Beira e mais tarde para Maputo.
O agente vivia sob um conjunto de regras próprias, que, acredita-se, terão levado à queima da sua viatura enquanto dormia, num bairro suburbano da capital. O incidente motivou a sua mudança para Ndlavela, onde acabou por ser morto. Apesar do seu comportamento controverso, “Mosquito” tinha sido promovido a sargento principal da PRM apenas cinco dias antes da sua morte.
A morte de “Mosquito” provocou reações inesperadas em alguns bairros de Maputo. Na Mafalala, grupos locais celebraram o acontecimento distribuindo cerveja à população, com relatos de até 30 caixas distribuídas. Comemorações também foram relatadas no Estrela, em zonas de Luís Cabral e na BO.
Segundo informações, “Mosquito” transportava frequentemente uma corrente e um martelo na sua viatura, alegadamente usados como instrumentos de tortura. Para ele, não havia suspeitos; todos eram considerados culpados e sujeitos a represálias. Apesar das controvérsias em torno da sua conduta, a questão que permanece é: quem matou “Mosquito” e quais serão as consequências dessa morte? Justiça Nacional
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