
Estudos recentes revelam que o sexo oral está a tornar-se uma das principais causas de câncer de garganta em todo o mundo, ultrapassando, em alguns países, os casos tradicionalmente associados ao consumo de tabaco e álcool.
A explicação científica centra-se no Papilomavírus Humano (HPV), uma infeção sexualmente transmissível que pode afetar a boca e a garganta. Certos tipos de HPV, sobretudo o HPV-16, estão fortemente ligados ao desenvolvimento de tumores na orofaringe — região que inclui a base da língua, as amígdalas e a parte média da garganta.
Especialistas alertam que pessoas com múltiplos parceiros sexuais ou que praticam sexo oral sem proteção estão mais expostas ao vírus. “Hoje, em vários países, mais de 70% dos casos de câncer orofaríngeo estão associados ao HPV”, explica um relatório médico citado por organismos internacionais de saúde.
A prevenção, no entanto, é possível. A vacinação contra o HPV, recomendada para rapazes e raparigas antes do início da vida sexual, reduz drasticamente o risco de infeções persistentes. O uso de preservativo ou de protetor oral durante a prática sexual também é apontado como uma medida eficaz, embora nem sempre garanta proteção total.
Os médicos recomendam ainda atenção a sinais como dor de garganta persistente, rouquidão, dificuldade em engolir e nódulos no pescoço. “Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores são as hipóteses de cura”, sublinham.
O avanço deste tipo de câncer lança um alerta global para a necessidade de reforçar campanhas de vacinação e educação sexual, de forma a travar uma tendência crescente que afeta cada vez mais pessoas em idade ativa.
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