
A organização humanitária Médicos Sem Fronteiras (MSF) anunciou, esta sexta-feira, a suspensão temporária das suas atividades em Mocímboa da Praia, na província de Cabo Delgado, na sequência da escalada de ataques armados registados ao longo deste mês.
Num comunicado, o chefe de operações da MSF em Moçambique, Víctor García Leonor, alertou para a gravidade da situação humanitária na região: “Centenas de milhares de pessoas necessitam urgentemente de assistência médica e humanitária em Cabo Delgado, mas a insegurança continua a impedi-las de a obter. Isto resulta em mortes e sofrimento que poderiam ser evitados.”
A suspensão representa mais um golpe no esforço de resposta humanitária, numa província já marcada por deslocamentos forçados, destruição de infraestruturas e falta de acesso a cuidados básicos de saúde.
Mocímboa da Praia, um dos epicentros do conflito armado que assola Cabo Delgado desde 2017, tem sido alvo de novos ataques violentos, obrigando milhares de famílias a fugir em busca de segurança.
Segundo organizações internacionais, a insegurança crescente compromete não apenas o trabalho humanitário, mas também a sobrevivência das comunidades, que enfrentam escassez de alimentos, medicamentos e serviços essenciais.
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