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Trump acusado de apagar referências à escravatura em parques nacionais dos EUA

A administração do presidente Donald Trump está a ser alvo de duras críticas após a revelação de que várias referências à escravatura estão a ser removidas ou revistas em parques nacionais e locais históricos nos Estados Unidos.

Uma ordem executiva assinada pelo chefe de Estado determina a eliminação de conteúdos considerados “disparatados” ou “desprestigiantes” para a história americana. Na prática, esta medida abriu caminho para alterações em exposições, painéis informativos e até páginas digitais de instituições públicas, sob o argumento de combater o que a Casa Branca descreve como “ideologia corrosiva”.

Entre os casos mais polémicos está o do Independence National Historic Park, em Filadélfia, onde George Washington manteve escravos durante o seu mandato presidencial. Painéis que relatam o quotidiano das pessoas escravizadas foram sinalizados para possível remoção, gerando protestos de académicos, líderes comunitários e defensores da preservação histórica.

Também em outros parques nacionais, conteúdos sobre o Underground Railroad — a rede clandestina que ajudava escravos a escapar para estados livres — chegaram a ser alterados, minimizando referências à violência da escravatura. Após críticas, parte do material foi posteriormente restaurada.

Críticos acusam Trump de promover um “apagamento histórico” e de tentar reescrever a memória coletiva americana, retirando visibilidade às páginas mais sombrias da nação. Governadores e entidades culturais têm prometido resistência, argumentando que esconder a escravatura é um atentado à verdade histórica.

A Casa Branca, por seu lado, insiste que o objetivo é “restaurar a sanidade” no ensino e na preservação da história, rejeitando acusações de censura. Ainda assim, a polémica ameaça intensificar o debate sobre como os EUA lidam com o seu passado e sobre quem tem poder para decidir quais memórias devem ser preservadas ou esquecidas.

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